quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Cia. Aérea + Mala extraviada + Receita Federal. O que fazer?


Férias no estrangeiro! O que pode acontecer de ruim?!
Ter sua bagagem extraviada com suas compras na volta.

Foi o que aconteceu comigo. E deixo o relato aqui para você, caso aconteça, não passe o perrengue que eu passei por conta de falta de informação.

A primeira coisa que você devia fazer antes de viajar é colocar a maldita etiqueta com seu nome e seu telefone na mala. Foi a primeira pergunta que o pessoal da companhia aérea me fez quando a mala foi dada como extraviada. Faça isso para todas as suas malas de uma vez. Agora que sua mala foi perdida, você entende a importância dessa etiqueta.

Quando sua bagagem não aparece na esteira, você precisa ir até um funcionário da companhia aérea e dizer que a sua bagagem não está lá. No meu caso, houve problema na conexão. Vim dos Estados Unidos para o Brasil com conexão no Panamá. Lá, o vôo que eu comprei para o Brasil estava com overbooking e eu não consegui embarcar. Como o check-in foi feito para esse vôo, as malas acabaram viajando nele embora a mala estivesse com uma etiqueta IMENSA dizendo STAND-BY, assim como no meu cartão de embarque. Eu fui somente no próximo vôo.
Ao chegar no Brasil, enquanto o Tobi ficou na esteira vendo se nossas bagagens estavam lá, eu fui achar o funcionário da companhia aérea. Expliquei exatamente isso para o funcionário e ele sabia exatamente do que se tratava. O funcionário vai pedir a etiqueta das bagagens que você recebeu no check-in  para entrar com os identificadores no sistema pra ver o que aconteceu com sua bagagem. Por conta da diferença de vôos, a companhia aérea pegou minhas malas e colocou-as em seu escritório fora da área de desembarque.

Caso ela realmente não tenha chego no destino, você vai abrir um protocolo sobre isso e provavelmente vai ganhar um telefone para ligar para pedir informações sobre o andamento. É muito importante você saber quais são os vôos existentes da rota que você fez. No meu caso, existem 2 vôos entre a Cidade do Panamá e São Paulo: um que chega por volta das 7h e outro por volta das 21h. Então não adiantava ligar em qualquer hora do dia. Quando a mala é encontrada, a companhia aérea deve ligar para sua casa para informar o encontro e envia a mala para a sua casa caso ela não fique retida na Receita.

Se a sua bagagem foi extraviada e foi pega pela Receita como vou declarar o que há lá dentro? Assim que  realizar o protocolo de extravio de bagagem, vá até a Receita Federal com ele e diga que você vai declarar o que há dentro daquela mala quando ela chegar. Esse é o procedimento recomendado. Dessa forma, você garante que você vai poder usar a sua cota para a declaração dos bens. Caso contrário, você pode pagar 100% sobre o que há na bagagem dependendo do fiscal.

É uma burocracia do cão e as companhias aéreas não sabem informar.
Informe-se. Não seja apenas mais um.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

... e é o fim da base

Pelo menos é o que pregam os maquiadores da SPFW. Ouvi o podcast Na Roda e fiquei pensando sobre o assunto.

Seriously?

E eu acho que a base não vai acabar por diversos motivos.

Primeiro: eu trabalho com tecnologia e ali funciona assim. Pra uma tecnologia  terminar impreterivelmente deve surgir uma melhor no seu lugar. Além disso,  essa nova tecnologia precisa de entusiastas que defendendam seu uso ao invés da outra sempre divulgando suas vantagens.
Os maquiadores da SPFW defendem quem a nova base é o dermatologista. Isso significa que os dermatologistas descobriram um jeito de eliminar a pele oleosa? Modificar a pele seca para que não seja mais seca? Eliminar a acne e as cicatrizes que elas deixam com perfeição? Além disso, eliminar por completo o aparecimento de espinhas e cravos?
Além disso, os programadores inventaram um filtro para passar nas imagens transmitidas pelas televisões HD para neutralizar os efeitos do tempo (y otras cositas más) nas nossas caras? É isso, Arnaldo?

Segundo: sempre haverá gente que prefira aquela aparência de pele perfeita que a base te disponibiliza. Gosto é gosto, gente. A não ser que isso seja lei e que sua vistoria passe a ser realizada e que nunca mais nenhuma base seja vendida no mercado paralelo, a base não vai ter fim.

Terceiro: a combinação de produtos é, sim, uma afirmação. Cada vez mais, a mulherada procura por produtos multifuncionais: base que tem filtro solar e é hidratante, hidratante com cor, filtro solar com cor, batom hidratante com filtro solar... Este é outro ponto tocado no podcast que vai de encontro a algo que eu acredito. A praticidade está chegando no mundo dos cosméticos porque algumas coisas já entraram na cabeça do povo, uma delas é que o filtro solar é importante.

É muito sério alguém afirmar que isso não é tendência; e sim, afirmação. Cuidar da pele deveria ser, sim, prioridade para todo mundo. Ir ao dematologista, dentista, e outros istas por aí também deveriam. É um dos pontos que tocam no podcast: nem todo mundo tem grana para médico. E há quem prefira métodos mais, digamos, simples de resolver seus problemas. Para uma pele oleosa, há uma base com finalização matte. Para uma pele seca, há bases hidratantes.

A tendência da maquiagem para a estação é ser o mais natural possível, mas eu acredito que isso seja incutido nas bases, fazendo com quem haja mais bases de baixa cobertura oferencendo outros serviços como hidratação, diversas finalizações, fator solar e antiidade.

Se duvidar, aparece uma base zero cobertura por aí daqui a alguns dias.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

RENT na Off-Broadway: beautiful, but disappoiting



Esse post é pra minha amiga Lulu que também tem RENT no coração.

Viva la vie bohème!
Há mais ou menos exato um ano atrás eu embestei de fazer o Desafio do Pateta em Orlando. Desde então, o planejamento das férias começou: New York + Orlando. Planejei diversas atividades e peças na Broadway, lógico.


Pensei com os meu botões "puxa, podia ter uma montagem de RENT...". Usei meus dedos para fazer uma pesquisinha básica na internets e descubro que havia uma montagem em andamento com estréia em agosto de 2011!! Coraçãozinho pula, fica feliz... Mas... Será que fica em cartaz até janeiro de 2012?

Aí veio a Grécia e estragou tudo.

O dólar foi pra 1,80 e picos e minhas férias foram água abaixo. O ingresso mais barato para uma peça na Broadway gira nos 80 dólares. As off-bradway ficam nesse preço para o ingresso mais caro. Ou seja, tudo ficou mais caro e eu comecei a ficar triste.

Lá por novembro que veio um email que me deixou (e deixou o Tobi) muito feliz: PROMOÇÃO DE INGRESSO PARA AVENUE Q E RENT!!! 40 doletas. Comprei imediatamente.

Where your dreams come true.
Fiz a besteira (ou não) de buscar na internets vídeos da peça. E me decepcionei de cara. Quem fez o casting pra peça certamente não levou em consideração o fato que era casting para um musical. Eu posso não ser formada em música, mas eu sei como é cantar mal (porque eu canto mal) e eu conheço esse musical de trás pra frente, de frente pra trás, de cabeça para baixo, no mudo...

Os atores do personagens masculinos principais, Adam Chanler-Berat (Mark) e Matt Shingledecker (Roger), simplesmente precisavam de mais aulas de música, de canto e de atuação. De música para saber ficar no tempo das canções; e de canto, enfim, pra saber cantar. Todos os pianos deles, TODOS, eram praticamente inaudíveis e completamente sem energia. Os dois duetos entre Mark e Roger, que são os mais legais rock 'n' roll-mente falando, completamente fora do tempo! Não entendo lhufas de atuação, mas eu classifico que ficar parado no mesmo lugar sem mexer nenhum membro do corpo que não seja para cantar sem expressar algum tipo de expressão como não saber atuar. Eu tinha vontade de chorar de raiva nas cenas do Roger com a Mimi. Mais sem emoção impossível. Tudo bem que na filmagem da peça produzida por boa parte do elenco original da peça não é lá essas coisas, mas o pessoal passava emoção e não apatia em palco. Se é que isso é possível.

Arianda Fernandez (Mimi) fez a Mimi clássica: gostosona e durona. Ninguém nunca vai mesclar essa Mimi clássica com a Mimi meiguinha da Rosario Dawson? Ninguém nunca além de mim teve esse idéia? Aliás, essa Arianda é outra que precisa de aulas de canto urgente. Nenhum grave dela foi eficiente. E olha que a Mimi é um personagem pra contralto/belter.


MJ Rodriguez (Angel): dono de um talento invejável. Não sei como conseguem achar caras tão bons pra fazer esse papel tão bem. O único ator que ganhou Tony de todos os elencos de RENT foi Wilson Jermaine Heredia, o Angel do elenco original. O moleque é novinho e tem muito pra melhorar e deslanchar (não acredito em atores 100% prontos).

Emma Hunton arrasou como Maureen. Foi eleita por mim a melhor do elenco principal.

Os outros personagens (que não são meus favoritos) poderiam ser melhores. Uma coisa que me irrita na escola americana de canto para musical é a maldita mania de usar pressão em todas as notas. Aí aparece um piano e a pessoa não sabe o que fazer. Vários atores enfrentam esse problema nessa montagem de RENT. Fico pensando se não houve uma massificação do ensino de atuação como houve com a música norte-americana com faculdades como Berkeley e coisa e talz.

Nessa montagem, eles recriaram algumas cenas. A cena que o Angel é apresentado, originalmente, ele vem vestido de papai noel. Nessa, ele veio de presente de natal com um mega laço na frente e uma capa LEEEENDA vermelha. Amei.
A cena que o Angel morre foi transformada em um Jesus Cristo Superstar. Odiei. Muito. Mesmo.
Algumas músicas foram criadas em estilo mashups, mas nada ofensivo.
O palco do New World Stages é super apertado. O armado de ferro que fizeram pra peça caber foi super bem bolado com peças móveis, diversas escadas e vários espaços no andar térreo e no primeiro andar.

Fora isso (só isso haha), o elenco de apoio era excelente. Eles salvaram o espetáculo diversas vezes. Nunca vi um elenco de apoio melhor que o elenco principal. Isso me impressionou demais. O vestido amarelo de pecinhas retangulares brilhante que o Angel usa como terceiro figurino é FANTÁSTICO. E a pessoa ainda entra numa vibe Charlie's Angel para arrombar a porta do prédio que foi lacrada na noite de ano novo... Hilário.


















Mesmo ficando chocada em alguns momentos, me lavei chorando e saí feliz do teatro. Sempre nos mesmos momentos o mesmo filminho rola na minha mente e sempre nas primeiras notas das minhas músicas favoritas eu estou chorando. É assim no filme (que não entendo como ninguém gosta) quanto na filmagem da peça na Broadway quanto hoje à noite.

Sempre quis ver uma montagem de RENT. Mesmo que fosse de colégio. Eu estava decidida a achar uma montagem em algum lugar pra ver.
É a minha peça favorita e fala de duas das poucas coisas que não se pode comprar nessa vida: amor e amizade. Não tem como não gostar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Delta, eu te odeio.

Você me perturba e, um dia, ainda vou conseguir te matar.

No final de novembro de 2011, fui comprar as passagens para Orlando para mim e minha irmã para a corrida para o dia 05 de janeiro. Fui no site da Delta e comprei por uma taxa excelente.

Quando chega o primeiro email da compra, eu noto que comprei a passagem no horário errado. Maldito AM/PM. Eu deveria ter comprado as passagens para chegarmos de dia e, com o tickets que comprei, chegaríamos à meia-noite. Imediatamente catei um serviço ao consumidor da Delta. O cara que me atendeu disse que não havia tickets para aquele pedido e que eu deveria iniciar o processo novamente. Por motivos obscuros, resolvo salvar o chat com o atendente.

E lá fui eu comprar um novo ticket. Que também deu errado, mas, dessa vez, o horário estava certo. Fiquei esperando o email do e-ticket, mas nunca veio.

Acabei descobrindo que faltavam alguns trocos para o pagamento da passagem. Esperei receber para pagar mais o cartão de crédito. E assim comprei, finalmente, um terceiro ticket.

Mas essa história não se estanca por aqui.

Estava eu, linda e loira trabalhando quando a Delta me liga dizendo que houve um problema no meu cartão de crédito. Fiquei pensando por que diabos não me ligaram quando as outras passagens não deram certo. Lá vou eu pagar mais o cartão de crédito para que me emitam minha passagem. Assim, finalmente, eu tenho um e-ticket.

O tempo passa.

Viajo para Nova Iorque. Dia 02 de janeiro, uma das minhas irmãs chega pra mim para conferirmos coisas da viagem dela e eu abro meu ticket para ver como está a informação no meu.

Qual é a minha surpresa? Aquele e-ticket emitido acima foi da primeira compra. Aquela que o moço da Delta disse que não tinha ticket nenhum emitido e que tinha o horário errado. Tentei alterar o vôo para mim e minha irmã, mas eu teria de pagar mais 800 dólares. As passagens deram metade disso.

Hoje, vou no escritório da Delta explicar minha situação e a primeira coisa que a mulher me disse é que, como os tickets foram emitidos em novembro e eu só vi o erro ontem, ela não tinha como fazer alguma coisa. Mas me deu a seguinte solução. Tem um lance chamado same day confirmed. Como eu tenho um ticket emitido para o dia 05, eu posso ligar 3 horas antes do vôo que eu queria, que é às 7h05 da manhã, para saber se há assentos vagos. Se houver, pagando uma taxa, óbvio, de 50 dólares, eu tenho como pegar um vôo mais cedo ou mais tarde.

Dos males, o menor valor.
Mesmo no erro da cia aérea, quem se fode é o consumidor.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Desafio Clássico: The Adventures of Huckleberry Finn

Nessas promoções de site de livro, enchi a prateleira de clássicos. Qual foi a minha surpresa ao ver minha edição de Huckleberry Finn?

UM RETOLD DA HISTÓRIA PARA CRIANÇAS!!

Valeu, aí, Oliver Ho! .o/
Eu fiquei meio brava e, por isso, demorei pra ler. Aí, veio o Desafio Clássico e facilitou as coisas pra mim.

Quantos clássicos você leu nesses dois meses?
Um só.
 
Quais foram? The Adventures of Huckleberry Finn de Mark Twain nas palavras recontadas de Oliver Ho.
 
Cumpriu a sua meta? Siim! Um a cada dois meses. 

Qual o seu personagem favorito do livro? ...

Viu alguma adaptação cinematográfica? Não.

O que você achou dele?

No fim das contas, fiquei bem feliz de ler a estória recontada e não a original. Um personagem que bagunça a casa inteira pra fingir um assalto e enche a casa inteira de sangue de porco pra fingir que foi assassinado só pra viver a vida segundo suas regras não pode ser boa coisa. Me deu vontade de atear fogo no livro. Ou seja: mais um clássico que eu não me relaciono com o personagem, therefore, não gostei do livro. Não foi um livro que me chamou a atençãããããão (desculpa, aí, Alexa). De boa, eu até achei meio boring.

Huck não gosta da Widow Douglas porque she wants to civilize me. E ela também quer que ele vá para a escola. Aí, pra arranjar dinheiro, ele pensa em armar uns golpes por aí. Huck não gosta do seu Pap porque ele bebe bagarai e dá uns tabefes nele de vez em quando. Alguém aí sabe o que aconteceu com a mãe do Huck? Ele veio do alface?
Acho que a única pessoa que ele realmente gosta/preza é o Jim. E o resto do livro conta as aventuras de Huck e Jim rio Mississipi abaixo. Vai ver eu não gosto de livros desse tipo de aventura. O livro menciona Tom Sawyer no início por conta da grana que eles acham no primeiro livro, The Aventures of Tom SawyerThe Adventures of Huckleberry Finn é uma continuação dele. Além disso, eles se encontram e se metem numa divertida e aloprada confusão. Essa aí, eu curti. Dei umas belas risadas. Já no final, até apareceu algum tipo de sentimento no Huck, mas não o suficiente pra eu acreditar que ele possa sofrer algum tipo de mudança mais tarde na vida. Acredito que tudo tenha sido causado pelo sentimento de paternidade que ele sente pelo Jim.

O livro foi publicado lá pelos idos de 1880. Nessa época nos Estados Unidos, a escravidão rolava solta. Jim é o personagem negro do livro que sonha ser um homem livre. Dando uma pesquisada, os estudiosos de Mark Twain dizem que ele não tinha potencial para apresentar aos seus leitores brancos o estereótipo de um negro em sua totalidade da forma que eles esperavam e preferiam. O que ele pode fazer, no entanto, era adicionar o humor. Dessa forma, ele confirmava, ao invés de desafiar, os estereótipos racistas no início do século 19. No seu lançamento, o livro foi muito criticado pelo linguajar empregado. Mesmo assim, há argumentos fortes que apontam que o personagem principal, além do teor do livro, são antiracistas.

Relembrando aquele auê americano de retirar palavras ofensivas dos clássicos americanos, uma edição de 2011 de Huckleberry Finn foi publicada sem as palvras nigger e slave pela NewSouth Books apesar da grande maioria da população americana, incluíndo os negros, se recusarem a censurar Twain. O tal do Alan Gribben disse que a substituiçao foi uma melhora na expressividade das idéias do Twain no século 21. Gribben espera que a nova edição seja mais amigável para o uso em sala de aula antes que o livro seja banido por conta da linguagem.


Porra. Deixa o livro como está! Não é pra você ler Mark Twain pensando no século 21. Você tem de entender o contexto no qual o livro foi lançado e, assim, devoler o livro. Ler também é história. Você aprende ainda mais sobre a história do seu país com os romances que já foram escritos em determinadas épocas. Não é assim que a gente educa. A gente educa mostrando e discutindo diferenças. Não é só ir lá e substituir palavras só pra ficar mais bonitinho.

Pobre Twain. Deve estar se retorcendo de dor por estarem alterando o livro dele e amaldiçoando nossa geração.

E, para encerrar, Tom Saywer na voz, baixo e teclado de Geddy Lee, nas guitarras de Alex Lifeson e na ESTONTEANTE bateria de Neil Peart:

Palmas para a dancinha do Alex na primeira intervenção do teclado

A modern day warrior mean mean stride,
Today's Tom Sawyer mean mean pride.

Though his mind is not for rent, don't put him down as arrogant
His reserve, a quiet defense
Riding out the day's events... The river!

What you say about his company is what you say about society
Catch the mist, catch the myth, catch the mystery, catch the drift

The world is, the world is love and life are deep
Maybe as his skies are wide

Today's Tom Sawyer, he gets high on you
And the space he invades, he gets by on you

No his mind is not for rent to any god or government
Always hopeful, yet discontent
He knows changes aren't permanent... But change is!

And what you say about his company is what you say about society
Catch the witness, catch the wit, catch the spirit, catch the spit

The world is, the world is love and life are deep
Maybe as his eyes are wide

Exit the warrior, today's Tom Sawyer he gets high on you
And the energy you trade 
He gets right on to the friction of the day

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sobre demitir

Eu troquei de projeto... FINALMENTE. Programar em Java é realmente um mundo bom.

Aí entrou um cara novo na equipe. Segundo o arquiteto do projeto, ficou na mão dele de decidir entre o cara o e outro cara. Como ele escolheu o cara, o outro cara foi... Demitido.

O cara veio de outro projeto não sei por que motivo. Enfim, veio pra trabalhar e, por isso, demos tarefas pro cara. Pra toda tarefa que a gente dava pra ele, ele sempre levava os X dias dela. Nada que isso seja um impactante, mas é que as tarefas foram estimadas com tempo de gordura. Elas eram realmente simples. Enfim.

Até eu fazer QA do código dele.

Ele não respondeu à altura de um analista pleno. Um analista pleno não faz if (myStringVariable == "") ou if (myBigIntegerVariable.equals("1")). Um analista pleno não esquece de implementar 50% do diagrama de sequência. Me deram o trabalho de corno de analisar casos de uso. Quero morrer porque AINDA ESTOU FAZENDO ISSO, mas o cara levou 3 dias (porque eu mandei refazer) para fazer um caso de uso com um fluxo principal mais quatro alternativos. Nesse tempo, eu analisei um com trinta fluxos alternativos mais 3 curtinhos.

Meu chefe pediu, para mim para o arquiteto do projeto, um feedback.
Eu dei.
O feedback.

Demitiram o cara ontem.

Meu chefe me disse que, apesar do feedback que eu passei, a gente não tinha como abrigar o cara. Eu não argumentei quando ele falou que o projeto era crítico. Todo projeto é crítico porque todo cliente quer seu produto entregue na data combinada. Meu argumento é que ele nunca tinha sido gerenciado decentemente e, por isso, nunca tinham colocado responsabilidade no colo dele. Todo mundo merece essa chance. Mas o fato de dar um caso de uso FÁCIL (gente, era fácil) na mão dele e ele não conseguir desenvolver as perguntas sozinho... Como diriam na minha terra, é brabo.

Confesso que me senti meio mal. Eu acho que ele achou que eu e o arquiteto mandamos ele embora porque ele era preto e não porque ele não entende que o trabalho dele não era o melhor. Mas quando eu lembro do if (myBigIntegerVariable.equals("1")) até que me sinto bem.